Tratamento Fisioterapêutico da Condropatia Patelar.
- Blog Fisioterapia
- 6 de nov. de 2019
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A Condropatia Patelar, também chamada de Condromalácia ou Síndrome Femoropatelar, são termos aplicados à perda de cartilagem da patela. A sua incidência na população é muito alta, aumentando conforme a faixa etária, podendo acometer ambos os sexos.
Porém, é mais comum no sexo feminino, e em indivíduos com excesso de peso. A causa exata ainda permanece desconhecida, porém segundo a literatura, acredita-se que esteja ligada a fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos, que resultam no desgaste e amolecimento da cartilagem envolvida.
joelho é o local de encontro de dois ossos do membro inferior: o fêmur (osso da coxa) e da tíbia (osso da perna).
A patela articula-se com a parte anterior do fêmur e sua função principal é a proteção articular e o aumento do braço de alavanca, aumentando a força de extensão do joelho.
A articulação do joelho é dividida em duas articulações distintas:
uma entre o fêmur: entre o fêmur e a patela denominada femoropatelar, descrita como plana;
tíbia chamada de femorotibial (AFT): gínglimo ou dobradiça;
Entre o fêmur e a tíbia, temos os meniscos, que são estruturas de cartilagem em forma de C, que funcionam como amortecedores, absorvem impacto, e oferece mais estabilidade a articulação.
Toda a articulação do joelho está envolta pela cápsula articular, a qual possui o líquido sinovial, responsável pela lubrificação. A estabilidade da articulação é oferecida por ligamentos e músculos que se inserem nas estruturas ósseas.
O Que é a Condropatia Patelar?
A musculatura dos membros inferiores, principalmente os músculos que se inserem no fêmur e na tíbia, estão frequentemente expostas a grandes estiramentos e tensões. A articulação do joelho é uma das articulações que mais sofre lesões no corpo. Isso ocorre pelo fato dela ser suportada e mantida integralmente por músculos e ligamentos e possuir pouca estabilidade óssea.
A Condropatia Patelar, “condro = Cartilagem, patia = patologia (Doença na cartilagem)” é caracterizada pelo “amolecimento” ou desgaste na cartilagem que reveste a patela resultando em inflamação na articulação.
É caracterizada por dor na região anterior do joelho, mais especificamente em região retropatelar, ou na parte de trás da coxa, na fossa poplítea. As manifestações clínicas evidenciadas são: crepitação (“sensação de areia”), falseio no joelho e edema, podendo evoluir para uma rigidez e até limitações articulares.
Pode atingir pessoas de todas as idades que praticam, de forma exagerada ou inadequada, musculação, corrida, bicicleta, que subam e desçam escadas frequentemente, ou que permaneçam com os joelhos flexionados por um longo período.
Quando estes são realizados em excesso o indivíduo apresenta uma maior predisposição à instalação da lesão. A disfunção fêmoro-patelar constitui 25% das lesões que comprometem o joelho, e 5% das lesões esportivas. Atinge em média 15 a 33% da população adulta e 21 a 45% dos adolescentes.
Fatores que Contribuem Para o Surgimento da Condropatia Patelar.
O surgimento da Condropatia Patelar pode ser causado por:
treino excessivo;
fraqueza;
desequilíbrio muscular, devido à falta de sinergismo entre musculatura agonista e antagonista
atividades de impacto;
encurtamento muscular;
predisposição biomecânica;
Outras causas incluem:
instabilidade;
trauma direto;
fratura;
subluxação patelar;
aumento do ângulo do quadríceps (ângulo Q);
músculo vasto medial ineficiente;
mau alinhamento pós-traumático;
síndrome da pressão lateral excessiva;
lesão do ligamento cruzado posterior.













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